Tipos de LiDAR: mecânico, semi-solid-state ou solid-state
Tipos de LiDAR: entenda a diferença entre mecânico 360°, semi-solid-state e solid-state, com FOV, alcance e uso de cada um na linha Hesai.
Tipos de LiDAR: entenda a diferença entre mecânico 360°, semi-solid-state e solid-state, com FOV, alcance e uso de cada um na linha Hesai.
Existem três tipos de LiDAR na linha Hesai: mecânico 360°, semi-solid-state e solid-state. A diferença está em como o feixe de laser varre o ambiente: no mecânico, o conjunto óptico gira e cobre 360° na horizontal; no semi-solid-state, um espelho oscilante concentra a varredura num setor frontal de 120°; no solid-state, não há nenhuma peça móvel e o campo de visão é fixo e amplo.
Nenhuma das três arquiteturas é “melhor” que as outras. A escolha certa depende de três perguntas: de que direção vem o risco (de todos os lados ou só da frente), a que distância o sistema precisa enxergar e em que ambiente o sensor vai trabalhar (vibração, poeira, operação 24/7, limite de peso e de energia).
Em resumo: visão completa ao redor (veículo autônomo, mapeamento, robô) começa pelo mecânico 360°; percepção frontal de longo alcance (ADAS, caminhões) aponta para o semi-solid-state; proximidade em máquina com vibração e poeira favorece o solid-state.
Um LiDAR (Light Detection and Ranging) mede distância disparando pulsos de laser e cronometrando o retorno. O resultado é uma nuvem de pontos: milhares de coordenadas 3D por segundo que descrevem o ambiente. A arquitetura define três coisas que o integrador sente direto no projeto:

No LiDAR mecânico, os emissores e receptores giram dentro de uma janela cilíndrica. A cada volta, o sensor varre o horizonte inteiro. Por isso é o padrão em veículos autônomos, mapeamento móvel, robótica e máquinas pesadas: um único sensor no teto ou no mastro cobre frente, lados e traseira.
A família mecânica é a mais ampla do portfólio Hesai, com sete modelos que vão de 2,2 kg a menos de 265 g. Dois exemplos mostram a amplitude:
No projeto, o mecânico precisa de visada livre ao redor (o próprio equipamento cria sombras na nuvem), e peso e consumo variam muito entre modelos.
No semi-solid-state, o laser não gira: um espelho oscilante desvia o feixe e varre apenas um setor frontal. Toda a energia fica concentrada nesse setor, o que permite resolução angular fina e longo alcance num corpo compacto, próprio para instalar atrás do para-brisa ou na grade de um veículo.
A Hesai tem dois modelos nessa família:
Segundo a página da família no site, a série AT é a plataforma automotiva de LiDAR com maior volume de produção da Hesai. O ponto de atenção é óbvio, mas vale escrever: o semi-solid-state não vê os lados nem a traseira. Em ADAS e caminhões, ele costuma ser o sensor frontal de longo alcance, combinado com sensores de curta distância para ponto cego.

O solid-state é totalmente eletrônico: sem motor, sem rolamento e sem espelho. A varredura acontece por endereçamento eletrônico dos emissores e do receptor. O resultado é um sensor leve, de baixo consumo e com FOV amplo nas duas direções, indicado para vibração, poeira e operação contínua sem item de desgaste.
Dois cuidados na especificação. Primeiro, o alcance do solid-state varia por região do FOV: o valor do FTX-140 vale para o sub-FOV central, e o manual traz a tabela de capacidade por região. Segundo, o alcance é curto por projeto: o solid-state existe para proximidade, ponto cego e cobertura volumétrica, não para enxergar a 200 m.
Leve e econômico, o solid-state pode ser instalado em quantidade ao redor de uma máquina, o que o torna a indicação da Hesai Brasil para alerta de proximidade em mineração e indústria.

A tabela reúne um modelo representativo de cada família, com valores típicos de fábrica sob condição de teste, conforme os manuais oficiais publicados em /materiais/ e a tabela de especificações do site. Alcance sempre a 10% de refletividade.
| Especificação | Hesai OT128 (mecânico) | Hesai JT128 (mecânico) | Hesai AT128P (semi-solid-state) | Hesai FTX-140 (solid-state) |
|---|---|---|---|---|
| Varredura | Rotação mecânica | Rotação mecânica | Espelho oscilante | Eletrônica, sem peças móveis |
| FOV (H × V) | 360° × 40° | 360° × 95° | 120° × 25,4° | 140° × 105° |
| Alcance @10% | 200 m | 40 m | 210 m | 30 m (sub-FOV central) |
| Pontos/s (retorno único) | 3.456.000 | 1.152.000 | 1.536.000 | ≈492.000 |
| Consumo | 29 W | 8,4 W | 13,5 W | < 6 W |
| Peso | 2,2 kg | < 265 g | 940 g | ≤ 160 g |
| Uso típico | Veículo autônomo, mapeamento | AGV, AMR, robótica móvel | LiDAR frontal de ADAS e caminhões | Proximidade, ponto cego, mineração |
“Mais pontos por segundo” não significa “sensor melhor”: o Hesai OT128 gera mais pontos porque cobre 360° a longa distância. A comparação justa é sempre dentro do FOV e da distância que o seu projeto exige. Para cruzar outros modelos linha a linha, use o comparador de LiDAR Hesai.
Quatro perguntas, nesta ordem:
É comum o projeto final combinar arquiteturas. A página de soluções da Hesai Brasil, por exemplo, recomenda para veículos autônomos e ADAS um LiDAR frontal de longo alcance (Hesai AT128P ou Hesai ATX) junto com um sensor de curta distância (Hesai QT128) para ponto cego. Em mineração, a recomendação junta o Hesai FTX-140 em proximidade e o Hesai OT128 para consciência situacional 360°. Veja as combinações por segmento em soluções por aplicação.
Se ainda não está claro por onde começar, o quiz de escolha de LiDAR reduz a lista em poucas perguntas.
Pouco. Os três tipos de LiDAR Hesai entregam a nuvem de pontos por Ethernet em pacotes UDP padrão e têm drivers oficiais para ROS e ROS 2 (Robot Operating System, o framework aberto mais usado em robótica), além de SDK em C++ e Python. Todos aceitam sincronização de tempo por PTP (Precision Time Protocol, que alinha o relógio do sensor ao do computador e dos outros sensores) ou GPS, o que é essencial para fusão com câmera, IMU e GNSS.
O que muda é a quantidade de sensores e o posicionamento. Um robô com um Hesai JT128 tem uma nuvem para tratar; uma máquina de mineração com quatro Hesai FTX-140 nos cantos tem quatro nuvens para sincronizar e calibrar entre si (calibração extrínseca). Isso pesa na rede e no tempo de engenharia.
Vale lembrar: a ficha técnica diz o que o sensor entrega, mas a certificação de segurança do sistema final (máquina, AGV ou veículo) é do integrador.
Vídeo oficial do canal Hesai Technology. Outros vídeos e tutoriais estão na galeria de vídeos.
Os manuais oficiais em inglês estão disponíveis para download direto, sem cadastro:
Manuais dos outros modelos, modelos 3D (STEP) e arquivos de calibração ficam em Materiais. Para a visão geral do fabricante, consulte também as páginas oficiais do AT128 e do JT128 em hesaitech.com.
Leia também: o AT128 como sensor principal do veículo autônomo Zelos Z5, percepção LiDAR estacionária em minas com a Flasheye e o Picasso 6D e a nova geração do ETX.
São três arquiteturas: mecânico 360° (OT128, Pandar128 E3X, PandarXT32, QT128, JT128, JT64P e JT32), semi-solid-state (AT128P e ATX) e solid-state (FTX-140 e FTX-180).
Nas fichas oficiais, o Hesai AT128P (semi-solid-state) declara 210 m @10%, e os mecânicos Hesai OT128 e Hesai Pandar128 E3X declaram 200 m @10%. O semi-solid-state alcança isso num setor de 120°; o mecânico, em 360°.
O solid-state não tem motor nem rolamento, então não tem item de desgaste mecânico, o que favorece ambientes com vibração e poeira. A vida útil real depende das condições de operação; consulte o manual do modelo para as condições ambientais declaradas.
Sim, e é comum. Um sensor 360° ou frontal de longo alcance cuida da percepção principal, e sensores solid-state ou de curta distância cobrem os pontos cegos. Todos usam Ethernet/UDP, drivers ROS e ROS 2 e sincronização PTP/GPS.
Porque o alcance depende de quanto o alvo reflete o laser. Alvos escuros, com 10% de refletividade, são o pior caso usual e servem como métrica comparável entre fabricantes. Em alvos claros, o alcance é maior.
Comece pela direção do risco, pela distância de decisão, pelo ambiente e pelo envelope de peso e energia. O comparador, o quiz e a engenharia da Hesai Brasil ajudam a fechar a especificação.
Hesai Brasil — Distribuidor Oficial (TrackFY)
Nota fiscal brasileira, garantia de fábrica registrada, manutenção credenciada
e suporte de engenharia em português, da especificação à integração.
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